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Aprovada em 1º lugar de medicina na Unifesp dá dica: cuide do emocional

23/10/2015 - 09:00h

Conhecer bem o conteúdo exigido pelo Enem é importante, mas cuidar do lado emocional é essencial para quem quer se dar bem nas provas, segundo Karina Caciola, 20, aprovada em 1º lugar nos cursos de medicina na Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) e na UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais).

Além das conquistas acima, a jovem passou em medicina na USP (Universidade de São Paulo), Unesp (Universidade Estadual de São Paulo) e Unicamp (Universidade Estadual de Campinas). A USP foi a eleita.

"Acredito que o emocional conta muito na hora do Vestibular", afirma a estudante. "O nervosismo impede um bom desempenho e aumenta as chances de você errar questões que você acertaria em situações com menor pressão."

Karina destaca que o desânimo normalmente aparece nessa época do ano. E não foi diferente com ela. Sua saída foi tentar manter a calma e continuar estudando. "Uma coisa que me ajudava era não pensar no vestibular. Não pensar na possibilidade de não passar. Eu cumpria uma meta de cada vez. Me sentia realizada por ir dormir com a matéria do dia estudada. Fazia os exercícios com a finalidade de simplesmente fazer os exercícios. Não projetava os erros para o dia da prova. Enfrentar um desafio por vez me manteve calma e no caminho certo", relembra.

Para relaxar, Karina saía de vez em quando para andar de bicicleta no parque do Ibirapuera ou na ciclofaixa da Avenida Paulista, ambos na zona sul de São Paulo. Não era algo que ela fazia com regularidade, mas ela acredita que tenha ajudado a controlar o nervosismo

Além disso, ela conseguiu manter a vida social: "Eu namorava, saía para jantar, ia ao cinema, tinha amigos no cursinho com quem eu almoçava e conversava. Acho que dá para fazer tudo se você souber se organizar. Com foco, determinação e disciplina dá para conciliar tudo o que quiser. Agora, se saía para jantar em algum dia da semana, eu me organizava para estudar por algum tempo a mais nos outros dias", diz.

Depois do ensino médio, cursado no Colégio Objetivo Tatuapé com bolsa parcial, Karina fez dois anos de cursinho -- o primeiro no Etapa e o segundo no Poliedro (curso voltado para vestibulandos de medicina). "Estudava o dia todo de segunda a sexta e de sábado era até o fim da tarde. De domingo eu apenas fazia os simulados de manhã quando tinha. Sempre tentando corrigir todos os erros cometidos nos simulados. O resto do tempo [no domingo] usava para descansar e ficar com a minha família. Dormia por volta de 7 horas por noite, pergunta que muita gente me faz rsrs", explica.

Hora da Revisão

Falta pouco para o início da maratona de vestibulares e para Karina o momento é o de "lapidar o conhecimento adquirido durante o ano". É hora de retomar os pontos mais importantes, tirar todas as dúvidas, fazer resumos e dar mais atenção para os assuntos que costumam cair mais.

"E conhecer bem a prova que vai prestar é tão importante quanto saber o conteúdo. Por isso é bacana fazer provas antigas. Fiz os 10 últimos anos de Fuvest e os quatro últimos anos das Unifesp, Unicamp e Unesp", relembra.

Está muito enganado quem pensa que a correria termina depois da aprovação no vestibular. Segundo Karina, a universidade continua exigindo muita dedicação e muito esforço dos alunos.

"As provas são difíceis. [Também] me envolvi com muita coisa além da graduação. Faço iniciação científica, dou plantão no MedEnsina [cursinho gratuito dos alunos da Faculdade de medicina da USP], participo da atlética... Estou gostando bastante da vida universitária!"


Fonte: Uol



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