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Estudantes da PB compartilham estratégias para a reta final do Enem

27/09/2015 - 08:00h

Larissa Cardoso e Giovanna Malheiros vão tentar vaga no curso de Medicina e estudam, pelo menos, cinco horas por dia (Foto: Krystine Carneiro/G1)
Larissa Cardoso e Giovanna Malheiros vão tentar vaga no curso de Medicina na UFPB e estudam, pelo menos, cinco horas por dia (Foto: Krystine Carneiro/G1)

Revisar mais, aprender novos conteúdos, resolver exercícios, se familiarizar com a prova, manter o ritmo de estudos ou relaxar. Cada candidato tem uma estratégia diferente para aproveitar esse período de menos de um mês que falta para a aplicação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

A estudante paraibana Giovanna Malheiros, de 17 anos, por exemplo, preferiu manter o ritmo até quando puder. “Sei que desse jeito está funcionando e não quero colocar nada a perder”, explicou a adolescente. Ela vai tentar uma vaga no curso de Medicina na Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e não se permite estudar menos de quatro horas por dia, além das horas que passa na escola.

“Desde pequena eu queria ser médica. Ao longo do tempo, isso foi aumentando, fui me identificando mais com matérias relacionadas ao corpo humano. Acho uma profissão muito nobre”, contou. Para alcançar o sonho, Giovanna só se dá folga dos estudos em casa aos sábados, dia em que ela também tem aula na escola.

O Enem 2015 será realizado em 24 e 25 de outubro. No primeiro dia de prova, um sábado, serão realizados os testes de ciências humanas e de ciências da natureza, com duração de 4 horas e 30 minutos. No domingo (25), os estudantes terão 5 horas e 30 minutos para resolver questões de linguagens, códigos, matemática e fazer a redação.

Glauciane Chaves quer cursar Direito e está resolvendo todas as provas das edições anteriores do Enem (Foto: Krystine Carneiro/G1)
Glauciane Chaves quer cursar Direito e está
resolvendo todas as provas das edições anteriores
do Enem (Foto: Krystine Carneiro/G1)

Glauciane Chaves, de 17 anos, busca uma vaga no curso de Direito na UFPB e resolveu intensificar os estudos nesse último mês. Ela começou a reservar as segundas e terças-feiras para resolver todas as provas das edições anteriores do Enem.

“Estou trabalhando as agilidades nas questões, intercalando entre questões fáceis e difíceis para descansar a mente. Eu também estudo o conteúdo, mas o jeito da prova e a prática é muito importante”, justificou.

A estudante Marina Lemos, de 17 anos, explicou que dá muita importância às noites de sono. Buscando uma vaga em Medicina na UFPB, ela dorme todos os dias por volta das 20h30 para poder se dedicar aos estudos durante o dia.

“O sono é muito importante pra mim. Logo depois do almoço eu já começo a estudar, faço uma pausa de uma hora para lanchar e depois continuo estudando até as 20h. Antes de dormir, ainda tiro um tempo para ler reportagens e me manter atualizada”, relatou a adolescente, que às vezes também aproveita o horário do lanche para caminhar.

Mariana Almeida quer entrar para Medicina e chega a estudar até 13 horas por dia (Foto: Mariana Almeida/Arquivo Pessoal)
Mariana Almeida quer entrar para Medicina e chega
a estudar até 13 horas por dia
(Foto: Mariana Almeida/Arquivo Pessoal)

Para Mariana Almeida, de 19 anos, esses últimos dias antes da prova vão ser dedicados à revisão de conteúdo e resolução de exercícios. Ela já tentou entrar para Medicina na UFPB no ano passado, mas não conseguiu uma pontuação satisfatória para ingressar no curso. Mesmo conseguindo uma vaga para Fisioterapia, ela preferiu tentar novamente alcançar seu sonho.

Ela chega a estudar até 13 horas por dia para conseguir uma boa nota. “Vai ficando mais difícil a cada ano, a concorrência vai aumentando. Então eu entrei no cursinho no início do ano, de segunda a sábado. Eu ainda estudo em casa, começando com o que eu tenho mais dificuldade, revisando a teoria e fazendo exercícios. E em julho, comecei um intensivo de redação à noite, toda sexta feira”, compartilhou.

Palavra da especialista
?
Para a psicóloga do colégio Motiva de João Pessoa, Patrícia Marques, é importante revisar os conteúdos já aprendidos e dedicar uma atenção especial para aqueles que ainda não estão consolidados na reta final, mas sem exagerar. “É importante manter o ritmo de forma equilibrada para não se sobrecarregar, sempre conciliando com momentos de relaxamento e lazer”, recomendou.

É importante manter o ritmo de forma equilibrada para não se sobrecarregar"
Patrícia Marques,
psicóloga

Patrícia ainda explicou que autoconfiança é essencial para superar a ansiedade e o nervosismo. “Ansiedade demais torna-se prejudicial, pois poderá atrapalhar o raciocínio, a concentração e o foco. É preciso ter uma atitude positiva e confiante em relação ao seu preparo. Se o nervosismo estiver forte na hora da realização da prova é importante respirar, tentar relaxar e procurar resolver questões que tenha mais facilidade, pois isso ajudará a resgatar sua autoconfiança”, indicou.

Além dos estudos, Patrícia recomenda que os candidatos deem uma atenção especial à qualidade do sono, à alimentação e a prática de exercícios físicos durante a preparação para o exame.

“É de suma importância ter um sono de qualidade, pois ficar sem dormir pode resultar em um desenvolvimento cognitivo menor, o descanso é essencial, principalmente para consolidar os conhecimentos do que foi estudado. A alimentação também é muito importante neste momento, é preferível ingerir comidas leves e de forma regrada e, mesmo que a ansiedade bloqueie um pouco a fome, é importante se alimentar, pois o estômago vazio dificulta o raciocínio. A prática de atividades físicas também pode contribuir para a tranquilidade do candidato”, enfatizou a psicóloga.

Estudante Naara Lígia, de 16 anos (Foto: Krystine Carneiro/G1)
Estudante Naara Lígia segue conselhos para evitar
o nervorsismo (Foto: Krystine Carneiro/G1)

Para evitar o nervosismo, Naara Lígia, de 16 anos, segue os conselhos da especialista e pretende reduzir o ritmo de estudos nos últimos dias. Ela quer cursar Direito na UFPB e sua estratégia é dedicar seu tempo a resolver questões de edições passadas do Enem. Porém, ela pretende descansar mais na última semana para aliviar a tensão. “Não vai dar pra aprender nada na última semana mesmo”, disse.

Já Larissa Cardoso, de 16 anos, que sonha em fazer Medicina na UFPB, diz que para superar o nervosismo erstuda mais, para se sentir mais confiante. A aluna afirma que dedica, no mínimo, cinco horas por dia à preparação para a prova e faz pequenos intervalos.

“Vou relaxar mais na última semana, mas vou continuar fazendo exercícios para estar segura na hora da prova. Essa rotina cansa, mas como tiro um dia na semana para não fazer nada, é mais tranquilo. Além disso, estou acostumada porque estou nesse ritmo desde o 1º ano”. afirmou.


Fonte: G1



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