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Felipe Haiut, o Ziggy de Malhação, fala sobre sua experiência de intercâmbio

06/01/2014 - 09:33h

O ator passou um ano em Israel e fez trabalhos voluntários por lá

Felipe Haiut no seu trabalho voluntário com crianças etíopes (Foto: Malhação / Tv Globo)Felipe Haiut em seu trabalho voluntário com crianças etíopes (Foto: Arquivo Pessoal)

Você sabia que o Felipe Haiut, o Ziggy de Malhação, já morou em Israel? Em 2007, Felipe foi morar em um Kibutz (comunidade coletiva voluntária) e fez trabalhos voluntários no país. O ator resolveu compartilhar no site as suas experiências durante o Intercâmbio. Se liga só no depoimento do ator:

"O ensino médio pode ser enlouquecedor quando, de uma hora para outra, precisamos escolher uma carreira, e nem sempre nos sentimos preparados para isso. Quando passei no vestibular, me sentia sufocado e com muitas dúvidas em relação ao curso que escolhi na Faculdade.

Como fui de movimento juvenil ao longo da minha adolescência, surgiu a oportunidade de passar um ano em Israel fazendo trabalho social e estudando educação não-formal. Morar fora foi decisivo na minha trajetória, foi uma chance de dar uma pausa, repensar na minha vida e viver novas experiências.

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Dá um frio na barriga sair do conforto de casa e ter que se virar nos 'perrengues'. Lembro que o meu primeiro Emprego em Israel foi como jardineiro e minha primeira missão foi aparar as folhas de um arbusto. A tarefa era simples, mas fiquei tão animado com aquilo que não sobrou uma folha sequer para contar história. O esporro só não foi pior porque ainda não entendia nenhuma palavra de hebraico. Quando me adaptei e aprendi o idioma, passei a trabalhar com crianças etíopes e como palhaço médico.

Felipe no trabalho como jardineiro (Foto: Malhação / Tv Globo)Felipe como jardineiro (Foto: Arquivo Pessoal)

Não há grandes dificuldades de adaptação se há curiosidade. É muito bacana se aventurar num lugar novo. Poder descobrir as comidas típicas do local, os hábitos, a cultura e aprender um idioma diferente.

De vez em quando, a saudade de casa aperta, então é preciso dar um jeito de não ficar nostálgico. Nos momentos de melancolia, eu apresentava com orgulho um pouco da nossa cultura para o pessoal de lá. Meus amigos israelenses, por exemplo, sabiam fazer brigadeiro, bebiam mate e escutavam Caetano Veloso, Chico Buarque e Os Mutantes.

Se você tem vontade de fazer intercâmbio escolha com calma o lugar e leve em consideração o que você vai fazer lá. Se for possível, ter uma família adotiva no país ajuda bastante. No mais, é ir com tudo e sem medo. Quando se sai da realidade em que se vive, a que se foi criado, abrem-se novos horizontes. Percebe-se que há outras pessoas vendo o mundo com outros olhos e há uma quantidade infinita de possibilidades."


Fonte: g1.globo.com



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