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A arte é mágica | Londres, aí vou eu!

“O tempo de Deus não é o tempo dos homens!”.

18/08/2011 - 15:07h

Por Eduardo Engelmann* Texto publicado originalmente no Clube do Designer Uma vez ouvi a seguinte frase: “O tempo de Deus não é o tempo dos homens!”. Quando eu era adolescente, já contei isso aqui, eu queria viver de arte, da pintura dos meus quadros. Queria ser um grande artista, passar meus dias num ateliê onde eu pudesse pintar, esculpir, ilustrar, enfim, o sonho se foi por terra quando percebi que se tratava de um segmento difícil de sobreviver. Então mudei o caminho, não me afastei, mas mudei de segmento, eu precisava comer. Mas no meu coração, eu lancei uma semente diária. Fiz um planejamento onde, quando atingisse uma determinada idade eu retornaria, ou melhor, assumiria minha veia artística e dedicaria meus dias a arte. Pois é, a semente germinou. No dia 12 de agosto de 2011, quando é comemorado o dia da arte, nossa colega aqui do clube, Giovana, que resolveu estudar aquarela, estava fazendo exercícios na mesa de um bar. Sim, a arte não tem local específico para ser praticada. Então, como ela tinha que dar aula, solicitei que ela deixasse seus materiais comigo até o horário do coffee break. E assumi seu posto. Apesar da platéia e da pouca luz, pintei essa aquarela. Enquanto estava bebericando uma cerveja, pintando, o celular tocou. Era meu querido amigo Ricardo Alves que foi falando: – O que você acha de expor em Londres? Dei risada e disse: – Londres? Tá louco? Então ele me explicou que fora convidado a pintar alguns quadros para uma galeria de Londres e que não daria conta de pintar todas as telas no prazo determinado. E passou parte de sua tarefa para mim. Pois é, assim, no dia nacional da arte fui convidado a concretizar os sonhos da adolescência. Depois de conversarmos sobre o assunto, onde passei como seria meu acervo, retornei feliz para minha aquarela. Ele entrou em contato com o marchand em Londres, que aprovou minhas idéias. Então meus queridos, a partir do próximo sábado, começo minha caminhada rumo a Londres, e olha que eu nem fui escalado pelo comitê Olímpico. Ontem, depois de tudo confirmado, a ficha caiu. Chegando em casa, procurei na minha biblioteca o livro O Ateliêr Silencioso, de David Duncan, onde o fotógrafo narra e expõe imagens que ele fez no ateliê de Pablo Picasso. Eu precisava de um pouco de inspiração! E eu, não contendo minha alma dentro do meu ser, venho aqui, dividir essa tal felicidade com vocês. *Eduardo Engelmann é gerente de produtos da Impacta Art & Design e Gestor do Clube do Designer. Atuou como ilustrador, infografista e designer gráfico nos últimos 30 anos e também como instrutor no segmento de design da Impacta nos últimos 20 anos.

Fonte: Impacta
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