Ser Universitario
 

A Educação Especial e o paradigma da inclusão.

Pedagogia

Artigo escrito por Suely Franco Pavin

Data 17/06/2011

A Educação Especial e o paradigma da inclusão

A Educação Especial é uma modalidade da educação escolar tradicionalmente concebida como destinada ao atendimento de alunos com necessidades educacionais especiais relacionadas às deficiências (mental, visual, auditiva, física/motora e múltiplas). Com a ampliação do conceito de necessidades educacionais especiais, amplia-se também o universo de alunos, passando a abranger não apenas os que possuem deficiências, mas também os que demonstrem dificuldades cognitivas, psicomotoras e de comportamento e aqueles que possuem altas habilidades que necessitem de atendimento especializado.

Além desta ampliação conceitual, o atendimento educacional especializado saiu do âmbito da “escola especial” e entrou na escola regular, de acordo com o novo paradigma da inclusão, merecendo a atenção de todos os educadores.

O aluno que apresenta necessidades educacionais especiais deve ser avaliado por uma equipe multiprofissional, composta por médicos, psicólogos, fonoaudiólogos, professores, psicopedagogos, terapeutas ocupacionais, assistentes sociais, dentre outros. É a partir desta avaliação que se toma decisões sobre o tipo de apoio especializado e o atendimento que o aluno deverá receber. Este atendimento pode acontecer em uma escola especial, em uma classe especial ou em uma classe comum do ensino regular, com atendimento individualizado em uma sala de recursos ou sala de apoio pedagógico. O que vai definir o tipo de atendimento indicado para cada aluno é a avaliação inicial, ou diagnose e as subseqüentes reavaliações.

A história da educação especial, e não só a brasileira, refletindo a visão da sociedade sobre a deficiência em cada época, passou por diferentes eras até chegarmos ao que hoje chamamos de paradigma da inclusão.

Essas eras foram nomeadas de acordo com o tipo de atendimento que se oferecia às pessoas que apresentavam alguma deficiência física, intelectual ou sensorial. Assim, tivemos a era da exclusão, da segregação e da integração.

E qual a diferença entre integração e inclusão?

Sob o paradigma da integração, a visão da sociedade era a de que os alunos com necessidades educacionais especiais poderiam freqüentar as classes regulares, porém eram eles que deveriam adaptar-se ao grupo. Agora, no paradigma da inclusão, o grupo é que precisa estar pronto para receber esse aluno. Inclusão é o sinônimo de quebra de barreiras e barreira é tudo aquilo que impede alguém de exercer seus deveres e direitos de cidadão.

Utopia? Talvez! Mas apenas por enquanto... E espero que chegará o dia em que cada aluno, cada pessoa será reconhecida pelas suas possibilidades... Afinal, todos nós temos nossas necessidades especiais.

 

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2 comentário(s) realizado(s) até o momento
Maria de Lourdes R. Lira
A Educação Especial
11/04/2012
Por enquanto realmente esta inclusão é uma grande utopia.Os professores na grande maioria não estão capacitadas para atender essa clientela. Nem sempre essas crianças são atendidas por uma equipe multiprofissional ficando a cargo da escola toda a responsabilidade.
Maria de Lourdes R. Lira
A Educação Especial
11/04/2012
Por enquanto realmente esta inclusão é uma grande utopia.Os professores na grande maioria não estão capacitadas para atender essa clientela. Nem sempre essas crianças são atendidas por uma equipe multiprofissional ficando a cargo da escola toda a responsabilidade.


Suely Franco Pavin

Suely Franco Pavin - Pedagogia

Licenciada em Pedagogia com habilitação em Deficiências da Audiocomuniicação, pós graduada em Psicopedagogia e Docência no Ensino Superior. Professora da Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal atua na Educação Especial onde, por força de convênio, encontra-se lotada na Associação de Pais e Amigos dos Deficientes Auditivos do Distrito Federal – APADA/DF, uma instituição com larga experiência na educação de pessoas Surdas e na formação de professores na área da surdez – www.apadadf.org.br.
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