Ser Universitario
 

QUEM FAZ AMOR, NASCE POESIA

Coordenador de Projetos Especiais

Artigo escrito por Judson Santos

Data 24/09/2009


O melhor amor é irracional, sim! Os leões matam de inveja os tímidos. Vorazmente amam! Berram. Deveríamos imitá-los para não cair nos mendigos pingos dos "ui ui uis".

O amor não tem razão. Tem pulsão! É na (re)pulsão - do racional para o irracional, tórrido e incontido - que o amor se dá (literalmente) sem as cercas da fria análise da razão humana. Se assim fosse, ou seja: se houvesse só razão, a própria razão se tornaria a senhora do sentir, distribuiria a senha para quem clama pelo prazer. Na distribuição, tudo muito certinho, só o excesso de burocracia para se obter o melhor amor.

Ainda bem que o amor não tem razão. Afinal, não existe a menor lógica o amor ter razão. Basta ter o bom senso. O bom senso sente.

Imagine se houvesse lógica arrumadinha para o amor existir-se em outro amor?

Tipo:

- pessoas bonitas só se casam com pessoas bonitas

- negros só amam negras

- ricos só se apaixonam por ricas

- sábios só se encantam com sábias

Não! Nisto não há graça. Seria uma desgraça, um tédio esta conjugação teoricamente perfeitinha.

Ainda bem que não há exatidão matemática, nem certezas absurdas e nem absolutas quando o amor vem, se encaixa, chega chegando... E quando ele chega, surpreende o que é logicamente certinho.

Amor é amor quando:

- sempre se espera pelo inesperado

- é fácil compreender o inexplicável

- há mistura no heterogêneo

- e no jogo da sedução, diferencia-se no homogêneo

Amor que é amor entra com elegância na avenida. E a pessoa amada abre passagem... Abre passagem com ternura para o melhor samba e também ... Samba! Porém o maravilhoso desatino é a apoteose, na louca explosão sem deixar a sofreguidão do abraçar sem pressa. Abraço com calor inebriante, delirante, irracional, facilmente compreensível no inexplicável, sorvendo deliciosamente o que antes era somente uma bela certeza do inesperado.

Ah!... O amor também é feito, sim! "Fazer amor" está corretíssimo! Afinal, fazer amor é construí-lo no dia a dia. O amor é construído diariamente no colocar tijolo ternura por tijolo sorriso; tijolo gentilezas por tijolo carinho; tijolo querer sempre presente por tijolo deixar bilhete no espelho do banheiro. Assim, vai sendo construído: do requintadíssimo mosaico da atração ao sensível balé genitalesco.

Quem não faz amor esvazia-se. Morre na preguiça do abraçar e vive para sentir o nada!

Quem faz amor, nasce poesia.

Se você se derreter...
Desça inteira em meus lábios
Que neste suave descer de carinho

Deslizará...
- a ternura
- a paixão
- e o bem querer

Somente assim a minha solidão
Deixará de existir
Existindo, assim, só você... Em mim!


Professor Judson Santos

www.judsonsantos.com


 

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5 comentário(s) realizado(s) até o momento
Fatima Regina
Em off
25/08/2011
Há quanto tempo não amo!! Sua terminologia fundamentada no "Fazer amor me deixou com saudades de amar" e está me fazendo refletir o quanto...Certamente quem não faz amor esvazia-se, a vida sem a deliciosa funçao de construir e constituir o
amor todos os dias fica cinza, vive-se para sentir o nada. No campo material. Por que? Fuga??...medo da decepção de não ser correspondida medo de não ser o propósito de Deus??...Compensa-se no âmbito espiritual, enquanto espera-se no Senhor também se tem mais tempo para se aplicado à obra na construção do Reino. Desfruta-se do romantismo do amor de Deus aguarda-se para saber de DEUS a sua vontade pra vivermos com expressão no Reino cumprindo o IDE e informando aos outros a sua volta. Mas volto a repetir você me levou a Descobrir como estou cinza por dentro. Obrigada! Belo texto.Que Deus te inspire sempre. Abraços
Andreia
Emoção
30/07/2011
Mais uma vez vc conseguiu me emocionar. É inacreditavel sua doçura, vc fala com a alma, com o coração!!!
Andreia
Emoção
30/07/2011
Mais uma vez vc conseguiu me emocionar. É inacreditavel sua doçura, vc fala com a alma, com o coração!!!
Adriana Vieira Pires
Que bonito!!
14/04/2011
Interessante...
Antenor Figueira
Amor e Poesia
27/10/2009
Amor irracional pressupõe a existência de amor racional. Adjetivar o amor é mera tentativa de defini-lo. Um adjetivo não é melhor que outro.

O amor não é isso. Nem é aquilo. Nem deixa de ser. Ou de estar. É questão de conjugação.

Também não se compara, nem se contrapõe à razão.

Se o amor precisa de um pouco de bom senso, e sendo esta componente da razão, por que exaltar um tal amor sublime, terno e puro, isento da definição e conjugação humanas?

Como se quem ama, ou quem é amado, estivesse redimido das coisas vis dos cegos terráqueos. O amor tem um antes, tem um depois. Portanto, pode ser causa e ser conseqüência.

Deixe-se levar somente pelo amor utópico, ou pelo irracional, que você vai ver o que é bom pra tosse, o quanto vai lhe sobrar no bolso e no futuro!

Amor não tem maneira certa, não tem fórmula. O resultado de qualquer mistura e quantidade de ingredientes vai depender do tempo e da temperatura. Os provadores cobaias darão o veredicto com direito de mudar o nome de amor para qualquer coisa.

Amor é um todo, feito de dentro e de fora, do tudo e do nada. Uma construção permanentemente inacabada.

http://antenaa1000.blogspot.com/


Judson Santos

Judson Santos - Coordenador de Projetos Especiais

Professor em diversas disciplinas nas áreas: Filosofia, Teologia e Terapia Bíblica. Criador de projetos especiais em educação, coordenador de cursos de extensão e pós-graduação. Autor do livro "A Outra Face". Autor da Revista Escola Dominical com o título "A Vida Sentimental" (do adolescente). Já ministrou conferências nos seguintes países: África do Sul, EUA, Moçambique e também no Brasil. Atualmente é coordenador do projeto de formação de CUIDADORES INFORMAIS no INSTITUTO ÓRION. Ministro do evangelho, verifique melhor como contratar nossas aulas, pelo email: professorjudson@hotmail.com
Outras informações
Desde 07/05/2007
11 artigo(s) escrito(s)
23754 acessos em artigos