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Estudantes deveriam ter direito de recorrer da redação, defende Ubes

27/05/2012 - 23:00h

27/05/2012- 22h34

A Ubes (União Brasileira de Estudantes Secundaristas) considerou positivas as mudanças nos critérios de correção da redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), anunciadas esta semana. Mas, para a presidente da entidade, Manuela Braga, os candidatos deveriam ter direito de recorrer da nota obtida caso discordem do resultado.

O edital do exame não prevê essa possibilidade, mas no ano passado muitos estudantes entraram com ação na Justiça e alguns conseguiram a revisão da nota.

De acordo com o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, será permitido aos candidatos a partir deste ano ter acesso à correção da redação, o que já tinha sido previsto em um acordo firmado com o Ministério Público Federal no ano passado. Mas a possibilidade do recurso permanece impedida.

"O estudante tem que ter acesso ao gabarito da prova, à redação e aos critérios de correção. Mas se ele julgar injusto só isso não adianta, ele tem que ter o direito de recorrer. O MEC tem que proporcionar um acesso mais democrático [à correção]", defende Manuela Braga.

As inscrições para o Enem começam às 10h de segunda-feira e seguem até 15 de junho, exclusivamente pela internet.

CORREÇÃO

A redação do Enem vale mil pontos e cada texto é lido por dois corretores, que atribuem a nota de acordo com a avaliação de cinco competências, como o domínio da norma culta, a capacidade de argumentação e a compreensão da proposta da redação (tema).

Cada item vale 200 pontos. Até o ano passado, se as notas dos avaliadores tivessem entre elas uma diferença superior a 300 pontos, uma terceira pessoa era chamada para fazer uma nova correção.

Para este ano, a margem de discrepância caiu para 200 pontos. A terceira correção também será aplicada se houver diferença superior a 80 pontos em pelo menos uma das cinco competências. Se a discrepância nas notas permanecer mesmo após a terceira avaliação, será convocada uma banca, formada por três professores, que fará a correção presencial.

O grande volume de participantes da prova --em 2011 foram mais de 5 milhões-- é o principal impedimento para que seja permitido o recurso da redação. Por isso, é adotada a prática do terceiro corretor. Mas, para Manuela, o MEC deveria " se esforçar mais" para garantir essa possibilidade.

"O MEC inclusive quer que mais universidades adiram ao Enem, para isso tem que transmitir segurança na forma como ele é aplicado", disse.



Uol



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