Ser Universitario
 

MBA fora do Brasil de graça (ou quase)? Isso existe?

29/09/2015 - 13:01h

O que? É isso mesmo? Nos tempos de dólar a valores estratosféricos, do que essa louca está falando? Louca ou gênia? A diferença é sutil…julgue você mesmo.

Vamos lá…

O resumo da mídia impressa, visual e digital é simples: não está fácil para ninguém. Com o dólar para lá de R$4, embarcar em uma aventura de um MBA de dois anos fora do Brasil é quase uma brincadeira de um milhãozinho. Assustador, não é mesmo? E, ao mesmo tempo, a busca por esse tipo de curso não caiu.

Mas o que acontece? Somente milionários vão atrás dessa empreitada? Longe disso. Apesar dos altos custos, o retorno no investimento proporcionado pela experiência ainda é bastante atrativo (nas principais escolas, a média é que você recupere seu investimento em 4-5 anos).

E se você conseguir aproveitar a série de ferramentas que podem te ajudar aliviar essa barra, a conta fica ainda melhor. A maioria das pessoas já sabe que há algumas instituições que podem proporcionar bolsas, sendo as mais conhecidas a Fundação Estudar e a Fundação Lemann. As Universidades também auxiliam a empreitada através de planos de financiamentos com taxas bastante amigáveis.

Agora, o que nem todos sabem, é que há uma terceira via para conseguir uma ajuda no campo financeiro, que são os chamados Graduate Assistantships.

O que é?

Um fundo reservado pela Faculdade para incentivar os alunos desejados a optarem pela instituição de ensino em questão. Ou seja, uma bolsa de estudos que cobre tanto o custo do ensino como o custo de moradia. Em algumas escolas esse apoio chega a 100% dos custos. O tal MBA de graça do título do post.

Como você consegue?

Você não precisa fazer nada para concorrer a ele. Ele será alocado com base em meritocracia e em quanto a faculdade quer que você seja um aluno deles. Sendo assim, garantir um application forte (bom GMAT, TOEFL, experiência profissional e redações) é onde você deve investir seu tempo. Ah, e como o pote de dinheiro é finito, quem se inscreve antes, tem maior chance de receber parte do bolo.

Mas então é questão de sorte?

Não. É questão de mérito e, acima de tudo, questão do que a escola está buscando naquele momento. Por exemplo, conversando com o chefe de admissão de Purdue, ele comentou que 100% dos brasileiros que são aprovados recebem essa bolsa, em algum valor (#ficaadica). Isso porque eles têm interesse em aumentar o número de estudantes de nossa terrinha natal. Uma coisa que você que você pode fazer para aumentar suas chances é identificar que escolas têm uma baixa taxa de brasileiros em comparação com as outras nacionalidades. Como descobrir? Conversar, conversar, conversar. E google, claro.

Em geral, para as universidades mais concorridas (em que há vários brasileiros se inscrevendo e sendo aprovados), esse graduate assistantship não faz sentido. O motivo é simples: eles não precisam disso para atrair e reter os maiores talentos. Agora as universidades que não são tão conhecidas por nós, precisam se esforçar mais. E elas o fazem.

Portanto, se o custo do MBA é um fator importante ou impeditivo para você, não deixe de olhar para as universidades um pouco menos conhecidas. Elas podem se tornar uma grata surpresa e proporcionar um ROI ainda melhor do que as melhores do ranking.


Fonte: Estadão



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