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Cursos das áreas de Humanas e Sociais

do UNIFESO com novo projeto pedagógico no Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (CEPE)

02/10/2012 - 14:48h

Aprovaram os novos projetos político-pedagógicos dos cursos de Administração, Ciências Contábeis e Direito. As novas propostas buscam tornar os cursos mais dinâmicos, modernos e mais atrativos para os profissionais que pretendem se formar. Para ilustrar essas mudanças, as professoras Valéria Brites, coordenadora dos cursos de Administração e Ciências Contábeis; e Tania Barone, coordenadora do curso de Direito, destacaram as principais modificações:

Administração e Ciências Contábeis

De acordo com a professora Valéria Brites, a grade curricular do curso de Ciências Contábeis não recebeu grandes alterações, apenas medidas para tornar as disciplinas mais adequadas à atualidade. Um exemplo está no conteúdo de Contabilidade Internacional, que antes se limitava a uma disciplina específica, e agora teve seu conteúdo distribuído em todas as demais disciplinas do período. “Desse modo, o estudante vai adquirindo um conhecimento mais a fundo de todas as mudanças que foram inseridas a partir das normatizações internacionais, que passam a ter valor dentro da contabilidade no Brasil. A ideia é que, com essas mudanças, as análises feitas na contabilidade de diferentes países sejam parecidas”, explicou a professora Valéria Brites.

 Já no curso de Administração a grade curricular recebeu maiores mudanças, com pelo menos oito disciplinas novas que objetivam dar ao estudante uma visão mais dinâmica da área, focando a atuação do profissional na negociação, na administração e na estratégia. “Em ambos os cursos temos uma cadeira só para falar sobre empreendedorismo e inovação. Observamos nos estudantes a necessidade de trabalharmos ainda mais nisso, ampliando a visão deles”, contou a professora. No que se refere à carga horária, a professora Valéria afirmou que mantém a mesma, porém os estudantes notarão mudanças no ensino semipresencial.

De acordo com ela, serão focadas algumas disciplinas onde há mais facilidade de adequação e que exigem uma carga maior de leitura. Parte delas será presencial com encontros semanais, e a complementação dessa carga horária virá através do ensino semipresencial, com as leituras, respostas aos fóruns, participação de discussões dentro da plataforma, entre outras atividades. “É uma forma diferenciada que estamos introduzindo nos dois cursos. A ideia é torná-los mais dinâmicos, envolvendo os estudantes em jogos empresariais, por exemplo, como uma oportunidade de praticarem o conhecimento que estão adquirindo naquele período”, justificou.

 Outra novidade é que já a partir deste segundo semestre vigoram diferentes critérios de avaliação, que está dividida agora em três instrumentos: a AV1, uma avaliação através de estudos dirigidos, testes, jogos empresariais, seminários, trabalhos em grupos ou individuais, entre outras atividades onde o estudante aplicará o que está aprendendo; a AV2, que é a prova comum, presencial, individual, com o conteúdo visto durante o semestre; e por último, se o estudante não atingir a pontuação necessária, ainda haverá a reavaliação como uma oportunidade de testar novamente os conhecimentos.

 “A ideia é que estes instrumentos ocorram do primeiro ao último dia de aula, ou seja, é fazer com que o estudante perceba que ele está sendo avaliado constantemente, que há a necessidade de ele se manter estudando e do professor fazer o acompanhamento do aprendizado deste aluno”, justificou a professora Valéria, ressaltando que todas as modificações de critério e de melhoria de grade surgiram ouvindo os estudantes e os professores em reuniões. “Acredito que agora teremos um diferencial dentro destes novos projetos”, afirmou a coordenadora.

 Direito

“A análise da relação ensino-aprendizagem e do trabalho pedagógico devem estar em constante transformação”, observou a professora Tania Barone. Com isso, a coordenação do curso de Direito, junto aos membros do Núcleo Docente Estruturante, também apresentou propostas de alterações em seu projeto pedagógico, especialmente nas áreas temáticas norteadoras, no processo avaliativo discente e na matriz curricular.

Segundo a professora Tania, a alteração das áreas temáticas norteadoras deve-se ao fato das atuais encontrarem-se superadas e inadequadas à realidade. Assim, a escolha pelas áreas de Direitos Humanos e Políticas Públicas; e Princípios Constitucionais e Relações Privadas. “As duas áreas norteadoras do currículo atendem tanto aos eixos de formação fundamental quanto ao de formação profissional e prático-profissional, de forma a reforçar a interdisciplinaridade, propiciando o estudo do Direito de forma sistemática e contextualizada, considerando sua evolução social, econômica, política e cultural”, afirmou a coordenadora.

 Com relação ao processo avaliativo, a professora Tania conta que o conhecimento, a atitude e as competências foram identificados como objetos de elementares para a boa formação, conduzindo o aluno para que ele seja “um sujeito ativo, reflexivo e partícipe de transformação de si mesmo e do mundo à sua volta”, salientou a professora.

Segundo ela, a alteração na matriz curricular pretende atender a formação dos profissionais e as demandas de natureza econômica e social da região. “Reestruturação, realocação e inclusão de disciplinas, tais como o Direito da Cidade, que possibilitem tratar de questões contemporâneas e ligadas à realidade social circundante”, exemplificou a professora Tania, lembrando que a implementação da nova matriz curricular será de forma gradativa, começando nas turmas em ingresso a partir deste segundo semestre de 2012.


Fonte: Unifeso
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