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Fé, Bíblia e Cinema são assuntos em evento sobre

O Código da Vinci e o Cristianismo.

25/09/2012 - 07:30h

A Pastoral da Universidade do UNISAL realizou no dia 20 de setembro a mesa-redonda “Fé, Bíblia e Cinema: O Código da Vinci e o Cristianismo dos primeiros séculos” no campus Dom Bosco, em Americana. O evento teve o objetivo de discutir o polêmico livro do escritor norte-americano Dan Brown publicado em 2003 – O Código da Vinci e toda sua divulgação, inclusive nos cinemas, afinal é o 11º livro mais vendido no mundo com mais de 80 milhões de cópias.

Para a conversa foi convidado o Prof. Dr. Pedro Lima Vasconcellos do curso de Teologia da  unidade Pio XI do UNISAL em São Paulo e autor do livro “O Código da Vinci e o Cristianismo dos primeiros séculos”, o diretor da obra Salesiana em Americana – Padre Benedito Spinosa que é Mestre em Comunicação e Educação e como mediador o Prof. Mestre Fábio Camilo Biscalchin.

Para Vasconcellos a ficção contada fez sucesso, pois coloca em questão uma série de histórias bíblicas. “Fiquei revoltado com o fusco-lusco que norteia, este claro e escuro - acredito na má fé do autor apostando no desconhecimento do público sobre a história, não podemos sair por aí dizendo o que queremos. ´O nome da Rosa´ tem críticas à igreja, mas é plausível, poderia ter ocorrido”, comparou com o romance italiano escrito por Umberto Eco em 1980.

Em seu livro contesta a compreensão e leva os leitores a constatar das deformações que o capitalismo, que tudo transforma em mercadoria, impõe à verdadeira cultura e à história. O livro evidencia sólidos argumentos e a insustentabilidade histórica do livro de Dan Brown. “O Código da Vinci é uma trama inverossímil fundada sobre dados culturais e documentos mal interpretados, com o objetivo de vender uma novela a um público sequioso de segredos e de mistérios, desinformado e afeito às insinuações mal fundadas dos meios de comunicação capitalista”.Código da Vinci

Padre Benedito comentou do fato do livro e filme ser tão divulgado. “A arte representa, ela não é e é esta polêmica que traz o filme, qual a verdade que está trazendo? Van Gogh já dizia que a imagem fala mais do que ela registra e por isso pode ser interpretada”, analisou.

Biscalchin também trouxe o questionamento da falta de interesse das pessoas em conhecer e aprender sobre as coisas o que pode torná-las influenciáveis e prejudicar a formação de seu senso crítico quando deparam com notícias que não conhecem.

O público formado, em sua maioria, por alunos do curso de Teologia para Leigos participou ativamente da mesa-redonda com questões pertinentes e sábios comentários.

Fonte: Unisal
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