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IBDFAM debate Guarda Compartilhada

e Alienação Parental no UNIFESO

10/09/2014 - 09:11h

Com o tema “Guarda Compartilhada e Alienação Parental”, aconteceu no dia 5 de setembro o Café em Família no Tribunal do Júri Simulado, no Campus Antonio Paulo Capanema de Souza do Centro Universitário Serra dos Órgãos (UNIFESO). Realizado pelo Instituto Brasileiro de Direito de Família - IBDFAM de Teresópolis, o evento contou com a participação da advogada Marisa Gaudio, presidente do IBDFAM/Teresópolis; da professora Sandra Rezende, da disciplina Direito de Família do curso de Direito do UNIFESO; do doutor José Ricardo Ferreira de Aguiar, Juiz Titular da 2ª Vara de Família de Teresópolis; e da doutora Raquel Chrispino, Juíza Titular da 2ª Vara de Família de São João de Meriti.

A advogada Marisa Gaudio reafirmou a parceria com o UNIFESO e explicou que o tema foi escolhido por estar causando diversas discussões. “Percebemos as dificuldades dos técnicos, sejam eles psicólogos, assistentes sociais e até juízes, em apontarem casos onde há alienação parental. Isso é um problema muito grave nas famílias, pois em 90% dos divórcios ocorre a alienação parental. Então trouxemos este tema para ser debatido junto à questão da guarda compartilhada, porque os advogados têm que entender o quanto é importante este instituto, que é pai e mãe dividindo a guarda daquela criança com deveres e direitos”.

O juiz José Ricardo Ferreira de Aguiar abordou a dificuldade que há em estabelecer uma conversa amistosa para buscar a guarda compartilhada quando o casal chega à separação. Como magistrado atuante em Teresópolis, sua intenção no encontro foi levar para a legislação a parte prática, que ele acredita que foge por completo do ideal da legislação. “A colocação da guarda compartilhada tem um instituto muito bonito, foi muito bem planejado, contudo, na implantação encontramos muita dificuldade, isso porque a guarda compartilhada prima para que os dois pais exerçam de forma conjunta a administração da vida deste filho”, observou. O juiz também apontou a dificuldade de um bom acompanhamento com poucos profissionais - como psicólogos e assistentes sociais - para atender o grande número de pessoas e alertou quanto à alienação parental, que segundo ele “é um problema mais sério ainda, porque boa parte é praticada por pessoas de bom nível intelectual e financeiro, ou seja, que têm capacidade suficiente para tentar disfarçar essa alienação”.

Participaram do encontro profissionais de Direito e de outras áreas envolvidas com o tema e estudantes do curso de Direito. O estudante Leandro Mendes, do sexto período, acredita que a presença de profissionais em debate na Instituição enriquece bastante o curso. “Dentro da sala de aula a matéria fica muito limitada e quando temos este contato com profissionais experientes abre um leque maior de opções dentro das áreas”, avaliou.

Fonte: Unifeso
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