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UNIFESO inaugura Meliponário-Escola

Meliponicultura e Sustentabilidade

10/07/2015 - 07:33h

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No dia 20 de junho aconteceu a inauguração do Meliponário-Escola no Campus Quinta do Paraíso do Centro Universitário Serra dos Órgãos (UNIFESO), na Prata. O espaço conta com pasto propício às abelhas nativas sem ferrão e uma pequena reserva florestal que oferece sombra e abrigo, além de uma administração comprometida com o sucesso. A idealizadora do projeto, professora Denise de Mello Bobány, explica que o Meliponário-Escola tem finalidades de ensino, pesquisa e extensão, contemplando o programa de Integração Ensino-Trabalho-Cidadania (IETC).

“No ensino é útil tanto na área da produção de produtos apícolas (mel, cera, própolis, entre outros) e melhoramento de legumes, verduras e frutas para consumo humano; na área da Saúde em geral pelo uso medicamentoso desses produtos, e na Biologia e na Ecologia pelos serviços prestados pelas abelhas, como a polinização de plantas diversas”, detalhou a professora Denise. Ela ainda apontou que a iniciativa viabiliza uma “alternativa de produção para pequenos produtores da região e a conscientização da necessidade de preservação desses, insetos que estão diretamente relacionados com a alimentação humana e o reflorestamento em sua atividade polinizadora”, esclareceu a professora, que vem trabalhando desde 2005 no projeto com a professora Roberta Rollemberg, com o apoio das coordenações dos cursos de Medicina Veterinária, Ciências Biológicas e Farmácia.

De acordo com a professora Denise, a ideia é que o projeto seja perene, já que as abelhas são nativas da região e de grande interesse científico. “Não são animais perigosos pois não possuem ferrão, se alimentam sozinhas sem necessitar de funcionários para tratá-las e a manutenção do próprio campus é suficiente para manter o local capinado para facilitar a visitação dos pesquisadores e estudantes”, justificou.

Programação

Durante a inauguração do Meliponário-Escola foi realizado o Seminário sobre Técnicas de Manejo e Pesquisa em Meliponicultura, contando com a presença de coordenadores de curso, professores e estudantes do UNIFESO, e a visita de dirigentes e integrantes da Associação de Meliponicultores do Rio de Janeiro (AME-RIO). Na ocasião foi apresentado o Projeto Intercursos Meliponário-Escola; e ainda aconteceram as palestras “Aplicabilidade das pesquisas com mel e geoprópolis”, com os professores Valter Luiz da Conceição Gonçalves, coordenador do curso de Farmácia e Denise de Mello Bobány; “Meliponicultura e Sustentabilidade”, com o meliponicultor Luiz Alberto Medina, da AME-RIO; e finalmente “Cipós, trepadeiras e lianas: plantas atrativas para melipônicas”, com Julia Galheigo, também da AME-RIO. Para encerrar, os participantes visitaram o Meliponário-Escola.

A AME-RIO montou no evento uma exposição com caixas, ferramentas, equipamentos básicos, iscas pets, maquete de enxame, livros e diversos outros itens demonstrativos. Entre os representantes da organização também estavam o presidente, Gesimar Célio dos Santos, e o vice-presidente, José Halley Winckler. Gesimar Santos agradeceu a recepção do UNIFESO revelando “a satisfação da associação em ter sido lembrada para ajudar nessa empreitada, afinal um de nossos objetivos além da divulgação da meliponicultura é o de firmar parcerias com instituições de pesquisa a fim de envidar esforços no desenvolvimento de novas técnicas para a cadeia produtiva”.

O professor André Vianna Martins, coordenador do curso de Medicina Veterinária, recepcionou os visitantes e falou sobre o investimento do UNIFESO na Meliponicultura. O professor Valter Luiz da Conceição Gonçalves, coordenador do curso de Farmácia, tratou da importância das pesquisas e da proteção intelectual como ferramenta de desenvolvimento.

O curso de Ciências Biológicas também foi representado pelo seu coordenador, professor Carlos Alfredo Franco Cardoso, e estudantes como Vitor Cunha, que acredita “que o projeto poderá auxiliar os acadêmicos em futuros trabalhos direcionados às abelhas nativas sem ferrão, e com isso não teremos necessidade de procurar recursos fora do UNIFESO, tendo dentro do campus nossa própria fonte de estudo”.


Fonte: Unifeso
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