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Universidades pressionam MEC para adotar Fies em cursos a distância

06/06/2013 - 12:01h

Quase um mês após o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, anunciar que a pasta estuda a concessão do Fundo De Financiamento Estudantil (Fies) a estudantes matriculados em cursos de educação a distância, Universidades privadas prometem aumentar a pressão para que a proposta seja efetivada. Nesta quinta-feira, durante a abertura do 6º Congresso de Educação Superior Particular, que acontece até sábado em Foz do Iguaçu, um pedido de agilidade à proposta será entregue ao secretário-executivo do MEC, José Paim Fernandes.

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"Temos esperança que o MEC anuncie logo essas mudanças no Fies, que já foram prometidas pelo ministro Mercadante", afirma Sólon Caldas, assessor do Fórum das Entidades Representativas do Ensino Superior Particular. Segundo ele, os estudantes da educação a distância são prejudicados por não poderem buscar o financiamento estudantil para pagar as mensalidades.

Ele ainda diz que a educação a distância é uma tendência mundial que cresce significativamente no Brasil. "Hoje, segundo o Censo do MEC, apenas 14% dos alunos na faixa entre 18 e 24 anos estão matriculados no ensino superior. Não há outra maneira de expandir o acesso à educação sem dar condições para a população mais carente, e os cursos a distância são a melhor forma de democratizar esse acesso", diz Caldas.

Segundo o Censo da Educação Superior, 15% dos estudantes hoje no Brasil estudam na modalidade a distância. "Temos certeza que esse índice vai aumentar muito com a possibilidade de financiamento. É bom para o governo, para as instituições de ensino e, principalmente, para os alunos", afirma o representante das universidades.

Durante a reunião da Comissão de Educação no Senado, no dia 14 de maio, o ministro Mercadante disse que a inclusão será feita, mas que antes é preciso mudar o marco regulatório da educação a distância, garantindo o controle da presença do estudante e de seu desempenho. É preciso ter alguns critérios. Porque senão o sujeito simplesmente se matricula, pega o financiamento e você não acompanha (a frequência nas aulas)", disse o ministro na ocasião.

Em nota, o MEC disse que ainda não tem previsão de quando as mudanças serão feitas. Além das graduações a distância, a pasta também prevê que cursos de pós-graduação sejam beneficiados com o financiamento estudantil. Ainda segundo o ministério, desde 2010 já foram firmados mais de 880 mil contratos do Fies.

Atualmente, o Fies concede financiamento a estudantes regularmente matriculados em cursos superiores privados, com avaliação positiva nos processos conduzidos pelo Ministério Da Educação. O programa oferece cobertura de 100% do valor da mensalidade e juros de 3,4% ao ano. O contratante só começa a quitar o financiamento 18 meses depois de formado.


Fonte: Terra

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