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Brasil conquista medalha inédita na Olimpíada Internacional de Astronomia e Astrofísica

13/08/2014 - 11:11h

O Brasil teve um bom desempenho na 8ª Olimpíada Internacional de Astronomia e Astrofísica (IOAA, na sigla em inglês). Os brasileiros conquistaram a inédita medalha de prata na prova por equipe. O grupo também obteve, nas provas individuais, duas medalhas de bronze e três menções honrosas. Foi uma grande conquista para o nosso país no evento, que terminou no último domingo, na cidade de Suceava, na Romênia.

 

A IOAA é dividida em atividades individuais e em grupo, que são contabilizadas separadamente. A primeira envolve provas práticas e teóricas de astronomia e astrofísica. Já a atividade em equipe combina teoria, observação e análise de dados. Neste ano, os estudantes tiveram de resolver um problema de dinâmica orbital.

 

Para garantir a prata, o grupo teve de calcular, em 90 minutos, a trajetória de dois mísseis que deveriam atingir um asteroide, em rota de colisão com a Terra, e “salvar o nosso planeta”. Os participantes só puderam utilizar réguas, massa de modelar e barbante na resolução da questão.

 

A medalha de ouro, na prova por equipe, ficou com o Canadá e a de bronze, com a Lituânia. A edição reuniu 208 estudantes, de 39 países.

 

Nas provas individuais, os estudantes que levaram bronze foram Allan dos Santos Costa (Bauru, SP) e Daniel Mitsutani (São Paulo, SP). E os jovens Daniel Charles Heringer Gomes (Mogi das Cruzes, SP), Felipe Vieira Coimbra (Teresina, PI) e Pedro Guimarães Martins (Belo Horizonte, MG) ficaram com a menção honrosa. Os líderes da equipe foram os astrônomos Dr. Gustavo Rojas, da Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR) e Dr. Eugênio Reis, do Museu de Astronomia e Ciências Afins (MAST/MCTI).

 

Preparação

Antes da viagem para a Europa, os estudantes participaram de dois treinamentos intensivos, com astrônomos e especialistas, na cidade de Passa Quatro, no sul de Minas Gerais. A programação foi dividida em grupos de estudos, oficinas de atividades e observação do céu noturno - com e sem instrumentos -, resolução de exercícios e realização de provas simuladas.

 

Os jovens contaram com um planetário digital móvel, cedido pelo MAST, para estudar o céu do hemisfério norte por meio de projeções e ainda aprenderam a montar e a manusear dois diferentes tipos de telescópios. Antes de embarcarem, os estudantes revisaram lições importantes sobre o céu do Hemisfério Norte no Planetário de Santo André (SP).

 

Como participar

Para estar na IOAA, o candidato precisa de uma excelente pontuação na prova nacional da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA). Em seguida, participar das provas seletivas realizadas online, na plataforma desenvolvida pelo Observatório Nacional (ON/MCTI) em parceria com o MAST. Os melhores classificados fazem, então, uma prova presencial que indicará a seleção final.

 

Organização

A OBA é organizada por uma comissão formada por membros da Sociedade Astronômica Brasileira (SAB) e da Agência Espacial Brasileira (AEB). O Brasil já teve a oportunidade de sediar a Olimpíada Internacional em 2012, no Rio de Janeiro. A IOAA é reconhecida pela União Astronômica Internacional (IAU, na sigla em inglês), e sua organização exige que cada país membro comprometa-se a sediar uma edição da olimpíada, arcando com todas as despesas relativas ao evento, podendo receber apoio de diferentes setores da sociedade.

 

Site oficial da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA) - http://www.oba.org.br.

 

IOAA 2014 - http://www.ioaa2014..ro/


Fonte: Mercado da Comunicação Tiberius Drumond

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