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Cidades menores têm melhor oportunidade de educação, mostra Ioeb

07/10/2015 - 22:01h

Sobral, no Ceará, ocupa primeira posição no Ioeb

Sobral, no Ceará, ocupa primeira posição no Ioeb

Viver fora das capitais brasileiras pode ser um fator crucial para ter mais oportunidades de obter educação adequada. É o que aponta o Índice de Oportunidades da Educação Brasileira (Ioeb), novo indicador desenvolvido por Reynaldo Fernandes, criador do Índice do Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), principal dado de avaliação educacional no País. 

O Ioeb mede, em uma escala de 0 a 10, a possibilidade de os municípios e Estados brasileiros oferecerem melhores oportunidades de educação para crianças e adolescentes em toda a educação básica. O indicador é composto de outros sete componentes: Ideb nos anos iniciais e finais do ensino fundamental, taxa líquida de matrícula do ensino médio, escolaridade dos professores, número médio de horas aula/dia, experiência dos diretores e taxa de atendimento na educação infantil. os dados podem ser consultados no site da plataforma, lançada nesta quarta-feira, 7, pelo site ioeb.org.br

A nota média do País é de 4,5. No ranking dos municípios brasileiros, a primeira capital a aparecer é São Paulo, em 1387º lugar, com a nota 4,8. As três primeiras posições do ranking são ocupadas por municípios cearenses: Sobral, Groaíras e Porteiras. Novo Horizonte, com apenas 36 mil habitantes, é a primeira cidade do Estado de São Paulo a constar na lista. Já no ranking dos Estados, São Paulo está em primeiro lugar, seguido  por Minas Gerais e Santa Catarina. O Pará está em último lugar. Já o Ceará, que tem o melhor município, ficou em quinto.

"O município pequeno tende a ser mais homogêneo e o resultado pode variar bastante. Com um pouco de investimento, pode haver um efeito grande. Já no município grande é tudo mais lento, tudo dilui entre todo mundo e há mais dificuldade para que as ações cheguem à periferia, por exemplo", disse a economista e uma das desenvolvedoras do indicador, Fabiana de Felício. Ela ressalta, entanto, que a explicação não pode ser usada como desculpa para melhorias em qualquer cidade. "Uma cidade pequena, como Sobral, consegue transferir esse sucesso e essas práticas a outros municípios parecidos com ele".

Diferentemente do Ideb, criado por Fernandes quando presidia o Instituto Nacional De Estudos E Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), órgão ligado ao Ministério da Educação (MEC), o Ioeb não será utilizado de maneira oficial pelos governos. Apesar de utilizar somente dados do Censo Escolar e do Ideb, o índice foi criado em uma entidade privada, o Centro de Liderança Pública (CLP), com apoio da Fundação Lemann, da Fundação Roberto Marinho e do Instituto Peninsula. 

Avaliação. Para o coordenador de mestrado e doutorado em Administração Pública e Governo da Fundação Getúlio Vargas (FGV) Fernando Abrucio, o indicador avança por não focar somente no resultado das escolas ou redes. "Ele consegue balancear insumos e resultados", disse. Deniz Mizne, da Fundação Lemann, complementa. "Ele traz uma nova complexidade. Na época do Ideb, as pessoas só queriam olhar para o resultado. É preciso acordar outros consensos, de que a nota é importante, mas outros elementos também", ponderou.


Fonte: Estadão

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