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Com corrente humana, sindicatos da Educação fazem protesto no Acre

13/08/2015 - 21:01h

Professores fizeram uma corrente humana no Centro de Rio Branco (Foto: Iryá Rodrigues/G1)
Professores fizeram uma corrente humana no Centro de Rio Branco (Foto: Iryá Rodrigues/G1)

Os servidores estaduais e federais da Educação que estão em greve no Acre fizeram na noite desta quinta-feira (13) um empate simbólico contra os cortes no setor, que segundo o Ministério do Planejamento, chegou a R$ 9,42 bilhões, em maio deste ano. Representantes da Universidade Federal do Acre (Ufac), do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Acre (Ifac) e da rede estadual de ensino fizeram uma corrente humana por condições de estudo e trabalho dignas.

Durante o protesto, um painel confeccionado por artistas grafiteiros, com frases de cada sindicato expôs a real dificuldade da educação pública no país e estado.Segundo Cláudia Ferreira, que faz parte do Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (Sinasefe) e do comando de greve do Ifac na capital, o movimento pretende fortalecer as reivindicações e devem se prolongar.

"A manifestação é contra os cortes que ocorreram na educação pública, em defesa do caráter público da educação. O objetivo é resgatar a história do Chico Mendes, que fez os empates contra as derrubadas das florestas, a gente vai fazer o empate contra a derrubada da educação pública. É uma simbologia, empatar os cortes da educação", destaca.

Um panfleto foi entregue à população informando sobre as causas da manifestação e também esclarecendo sobre alguns cortes na pasta. Além disso, pede apoio da população para as greves na categoria.

O Professor federal, Manoel Estébio, exerce a profissão há seis anos. Ele diz que essa é a primeira que os sindicatos se unem para criar um fórum estadual da educação. O fato que nos uniu foi o reajuste fiscal, que tira muito dinheiro da educação pública e afeta a todos que trabalham no ensino", diz.

Com a união da Associação dos Docentes da Universidade Federal Do Acre (Adufac), Sindicato dos Trabalhadores Administrativos (Sintest-AC), Ufac e Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Acre (Sinteac), vários ações devem ocorrem durante o ano, garante Cláudia.

"Desde do início da greve, os representantes de cada sindicato têm ser reunido para discutir pontos que afetam a educação pública. Essa é a primeira ação desse grupo, mas mesmo depois da greve, as instituições devem se manter reunidas para estudar essas ações", destaca.

A presidente do Sinteac, Rosana Nascimento, ressaltou o ato como uma forma de pressionar o governo a começar investir na categoria. "É um ato em defesa da educação pública de qualidade, também queremos ressaltar a valorização profissional. O governo federal tem cortado os recursos da Educação e como se tem um ensino público de qualidade sem investimento?", questiona.

Servidores da Educação pedem melhores condições de trabalho (Foto: Iryá Rodrigues/G1)
Servidores da Educação pedem melhores condições
de trabalho (Foto: Iryá Rodrigues/G1)

A principal queixa do professor da rede pública estadual, José Júnior, é a retirada do Programa de Valorização Profissional (VDP). "Era uma lei, todos os anos nós recebíamos e de repente o dinheiro sumiu sem que fosse dada explicação alguma. Sendo, que essa gratificação é um direito do professor", salienta.

Ele diz ainda que a união dos sindicatos representa um elo entre os servidores da educação, que lutam pela melhoria do ensino. "Todos em uma só voz pedindo a valorização da educação", finaliza.

Entenda o caso
Desde o dia 17 de junho, professores e funcionários de escolas, vinculados ao Sinteac, decidiram entrar em greve no Acre. Os educadores ligados ao Sindicato dos Professores da Rede Pública de Ensino do Estado do Acre (SinproAcre) aderiram à paralisação no dia 19 do mesmo mês.

A categoria, como um todo, reivindica 25% de reajuste salarial, pagamento do Programa de Valorização Profissional (VDP) e do piso nacional para os outros servidores de escola. Além disso, quer um aumento de 20% sobre o piso e realização de concurso público para cargos efetivos.

Já os servidores da Ufac aderiram ao movimento nacional e deflagraram greve no dia 29 de maio, no campus de Rio Branco e em Cruzeiro do Sul. Dentre as reivindicações, a categoria melhores condições de trabalho e valorização salarial. Os docentes são contra o risco da contratação de profissionais terceirizados e defendem a autonomia da instituição.

Por fim, os servidores do Ifac estão aderindo à greve aos poucos. No dia 13 de julho, paralisaram as atividades a Reitoria e o campus Xapuri. O campus Baixada do Sol entrou em greve no dia 29 de julho. Já o campus Sena Madureira ingressou no movimento no dia 3 de agosto. Por fim, os campus de Cruzeiro do Sul e do conjunto Xavier Maia, em Rio Branco, ainda estão em atividade.


Fonte: G1

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