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Governo de SP usa formalidade para propor conversa com aluno

01/12/2015 - 00:03h

Em meio a um impasse entre o governo Alckmin (PSDB) e alunos que ocupam 194 escolas paulistas, a Secretaria de Educação adotou uma estratégia de enviar representantes aos colégios para "formalizar", por meio de carta, a disponibilidade de diálogo.

"Requeremos o envio das reivindicações e agendamento com a autoridade da Diretoria de Ensino (...) para realização de reunião", diz trecho do documento da pasta.

Os representantes da secretaria pedem que os alunos assinem uma cópia da carta para registrar seu recebimento e que, então, liguem para as diretorias regionais de ensino para agendar uma conversa.

A medida começou a ser aplicada nesta segunda (30), após o chefe de gabinete da secretaria, Fernando Padula, ter declarado, no dia anterior, que a situação "é uma guerra", em reunião com dirigentes de ensino gravada pela rede Jornalistas Livres. "É guerra de informações", afirmou à Folha, posteriormente.

Autores da página "O Mal Educado", de estudantes e apoiadores, classificaram a tática como "falsa negociação".

O decreto que oficializa a reorganização será publicado nesta terça (1º). A proposta do governo Alckmin dividirá parte dos colégios por ciclos únicos de ensino e fechará 92 unidades no Estado.

Na escola Capitão Pedro Monteiro do Amaral (zona norte), a diretora e cinco supervisoras de ensino foram entregar a carta. Alunos receberam, decidiram assiná-la e entregaram a carta de volta às profissionais. "Já estávamos tentando falar com eles, agora resolvemos formalizar, fazer tudo por escrito", disse uma supervisora de ensino.

A carta da pasta não foi assinada por alunos da escola Professor Fidelino Figueiredo (centro). Em vez disso, eles escreveram sua própria carta.

"Diante da ausência de qualquer diálogo com este órgão intermediário (...) e da dimensão que ganhou o movimento reivindicatório, entendemos que os nossos fóruns de negociação são os órgãos centrais, a saber, a Secretaria Estadual de Educação e o governo do Estado de SP."

O texto termina pedindo a "abertura real" de negociações, com o convite a uma comissão de todas as ocupações.

"Como querem abrir o diálogo agora se o decreto sai amanhã?", questiona o pai de um aluno da escola.

Em nota, a secretaria afirma que "diversas têm sido as tentativas de diálogo" e que "o registro da intenção de diálogo é mais um instrumento destas tentativas".
protesto

Nesta segunda (30), estudantes protestaram contra a reorganização na av. Brig. Faria Lima, pela manhã, e na marginal Tietê, à noite. Eles usaram cadeiras escolares para fechar as vias. Na Faria Lima, houve tumulto com a ação da PM para desbloqueá-la.

O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, se encontrou com a presidente da Apeoesp (sindicato Docente), Maria Izabel Noronha, e ouviu pedido para ajudar no diálogo. "O ministro se dispôs a intermediar uma conversa", disse a presidente da entidade.

 


Fonte: Folha Educação

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