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Idosos representam 35% dos 150 mil alunos atendidos pelo EJA na Paraíba

14/08/2014 - 11:01h

Idosos estão sendo inseridos no projeto de Educação de Jovens e Adultos no desafio de aprender a ler e escrever (Foto: Rafaela Souto/EJA)
Idosos estão sendo inseridos no EJA e aprendem
a ler e escrever (Foto: Rafaela Souto/EJA)

Na Paraíba, pessoas com idade a partir dos 60 anos, à margem do saber ler e escrever, representavam 35% dos mais de 150 mil alunos atendidos em 2013 nas turnas do programa de Educação de Jovens e Adultos (EJA) na Paraíba, segundo a gerente executiva do programa, Maria Oliveira de Morais. A Paraíba tem cerca de 660 mil analfabetos, segundo dados da Pesquisa Nacional de Amostragem por Domicílio (Pnad) 2012.

Educadora do Programa Alfabetizado desde 2003, Josefa Rodrigues Alves se orgulha de ter alfabetizado cerca de 50 alunos. Embora o número pareça pequeno, ela explica que esses são os alunos que saíram com condições reais de ler e compreender, de escrever e ser compreendido por quem os lê. Diante da evasão que vi ocorrer em sala de aula, ver que esses alunos saíram alfabetizados com condições de continuar no [ensino] fundamental é uma grande conquista, disse.

Atualmente, Josefa é a alfabetizadora à frente de duas turmas com 20 alunos cada na comunidade do 'Baleado', em Oitizeiro, João Pessoa, com a missão de em dois anos formá-los na primeira fase do ensino fundamental, que corresponde do 1º ao 5º ano.

Os alunos são os mesmos que começaram o processo de alfabetização com ela em 2013. Como alfabetizadora não posso me colocar fora dessa realidade de alunos que enfrentam inúmeras dificuldades para aprender. Mas, com o projeto didático voltado para os temas sociais que provocam interesses neles, as aulas fluem, frisou.

As pessoas da terceira idade compõem cerca de 50% das turmas e as dificuldades maiores estão ligadas a fatores que vão muito além do aprender. A dificuldade em sala é aprender a ler e escrever, como é muito comum nos salas de alfabetização. Mas há dificuldades maiores como as de interpretar gráficos, compreender pelo viés do espírito crítico um assunto, além de vencer o cansaço físico de um dia de trabalho, a falta de motivação da família e os vários problemas de saúde, acrescentou Josefa.

O tempo de seis meses para a alfabetização básica é visto pela alfabetizadora Miriam Aparecida como curto para um processo tão transformador como o da educação. Professora do Conjunto Mario Andreazza, em Bayeux, Miriam Aparecida reforçou que o tempo é insuficiente para os alunos sanarem deficiências acumuladas por décadas afastadas do ensino regular.

Os alunos são copistas e mesmo assim têm dificuldades de copiar. Em sala, se explica uma, duas, três vezes e muitos ainda não compreendem. Se começar a ensinar pelo alfabeto e vocais eles realmente não acompanham. A gente tem que inserir temas do cotidiano e ir trabalhando conteúdos, reforçou.



Fonte: G1

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