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Mostra Cinema pela Verdade exibe filmes sobre a ditadura civil-militar no Brasil

20/05/2014 - 11:52h

Em sua terceira edição, a Mostra Cinema Pela Verdade visa discutir a ditadura civil-militar brasileira a partir da exibição de filmes sobre o período. O projeto acontece até a primeira semana de junho em todos os estados e no Distrito Federal. No Rio de Janeiro, tem sessão dia 22 de maio, às 16h, no campus do Gragoatá da UFF, com exibição de “Ainda Existem Perseguidos Políticos”, produzido pela ONG Acesso.  Em São Paulo, o mesmo filme será exibido dia 27, às 18h10 na Unifesp. As sessões são seguidas de debate com pesquisadores deste período e pessoas que vivenciaram as experiências da época. A entrada é franca.

 

A Mostra Cinema pela Verdade teve início na última semana de março, quando Universitários das 27 Unidades Federativas do Brasil reuniram-se em um hotel no interior do Rio de Janeiro para participar de uma capacitação que os tornaram “agentes mobilizadores”. Oriundos dos cursos de Jornalismo, Ciências Políticas, História, Sociologia, entre outros, eles são responsáveis por produzir e promover a Mostra em universidades, escolas e centros culturais de todas as capitais e em algumas cidades do interior do país.  Em Niterói, o agente mobilizador é o estudante de História da UFF, Rômulo Teixeira.

 

Desde o início de abril até a primeira semana de junho a mostra exibirá filmes que retratam o período da ditadura civil-militar no Brasil. Nestes pouco mais de dois meses, cada estado do país terá pelo menos seis sessões gratuitas, totalizando 162 exibições seguidas de debates. 

 

Realizada desde 2012 pelo Instituto Cultura em Movimento (ICEM), em parceria com o Ministério da Justiça, a Mostra Cinema pela Verdade foi contemplada pelo edital “Marcas da Memória”, da Comissão de Anistia, que visa à promoção de eventos e projetos com foco na Ditadura Militar no Brasil e na América Latina. A Mostra tem como propósito exibir filmes que retratam este período marcante da História do Brasil.

 

“O ICEM acredita no audiovisual, no cinema, como um instrumento potencializador do debate e o Cinema Pela Verdade é uma ótima oportunidade de interlocução com o público jovem, atuante e crítico. Esse ano, em que se completam os 50 anos do Golpe, o projeto vem para somar a discussão do que foi a Ditadura Militar no Brasil. Falar sobre, discutir, esclarecer, facilita o entendimento do presente e futuro e é isso que o Cinema Pela Verdade se propõe a fazer”, opina a vice-presidente do ICEM, Luciana Boal Marinho.

 

Sobre os debatedores:

Estrela Bohanda - Doutor em Comunicação Social pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1991). Atualmente é Professor Adjunto da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e do Programa de Pós-Graduação da Universidade Estácio de Sá. É membro da "Red de Estudios de la Economía Mundial” (REDEM). Integra o conselho editorial da revista Trieb (Sociedade Brasileira de Psicanálise do Rio de Janeiro) e dos Cadernos de Psicanáliese (Sociedade de Psicanálise da Cidade do Rio de Janeiro). Tem experiência nas áreas de Filosofia e de Educação, esta última com ênfase em Tecnologias de Informação e Comunicação, atuando principalmente nos seguintes temas: tecnologias de informação e comunicação, construção do conhecimento e ética. 

 

Gustavo Alonso - Doutor em História pela Universidade Federal Fluminense (UFF) sob a orientação do professor Dr. Daniel Aarão Reis Filho com a tese Cowboys do Asfalto: música sertaneja e modernização brasileira (2011). Fez doutorado-sanduiche na Ecole des Hautes Etudes en Sciences Sociales (Paris-França) com um projeto comparativo acerca de sociedades-civis e regimes autoritários, sobretudo o caso da ditadura brasileira e os casos alemão e francês durante a época do nazismo. Concluiu o mestrado pela UFF em fevereiro de 2007, quando defendeu a dissertação Quem não tem swing morre com a boca cheia de formiga: Wilson Simonal e os limites de uma memória tropical; sob a orientação da professora Dra. Denise Rollemberg (publicado sob o título de Simonal: quem não tem swing morre com a boca cheia de formiga, pela Editora Record, 2011). De agosto de 2012 a janeiro de 2014 foi bolsista de fixação de doutor da Universidade Estadual do Maranhão (UEMA). Foi professor temporário do Depto. de História da Universidade Federal Fluminense (UFF) entre julho de 2011 e agosto de 2012. Possui graduação (2004) e mestrado (2007) em História pela Universidade Federal Fluminense.

Sobre os Filmes Selecionados:

Repare Bem, de Maria de Medeiros 

Documentário, 10 anos, 95 min., França, Itália, Brasil, 2012

Sinopse: O jovem guerrilheiro Eduardo Leite “Bacuri” morre em 1970 nas mãos da ditadura militar brasileira, depois de 109 dias de tortura. Sua companheira, Denise Crispim, perseguida e presa durante a sua gravidez, consegue fugir para o Chile depois do nascimento de Eduarda. Lá, encontra seus pais exilados, os quais dedicaram toda a sua vida à luta pela liberdade. A violência da repressão volta a atingir a família com o golpe de Augusto Pinochet, obrigando pais e filhos a se dispersar pelo mundo.

Camponeses do Araguaia, a Guerrilha Vista por Dentro, de Vandré Fernandes

Documentário, 14 anos, 73 minutos, Brasil, 2010

Sinopse: Camponeses falam da amizade com os “paulistas”, como chamavam os militantes do PC do B que lutaram na Guerrilha do Araguaia durante a ditadura militar, e revelam as atrocidades cometidas pelo exército brasileiro na região entre 1972 e 1974.

Ainda Existem Perseguidos Políticos, produzido pela ONG Acesso

Documentário, 10 anos, 54 minutos, Brasil

Sinopse: O filme tem por objetivo fomentar o debate sobre a ausência de uma efetiva transição democrática no Brasil, pós-Ditadura Civil-Militar implantada no País a partir de 1964. Identifica semelhanças no agir do Estado no passado e atualmente, demonstrando que a cultura do autoritarismo permanece arraigada em algumas instituições estatais brasileiras. Apresenta também imagens do projeto que levou este debate para os mais variados públicos (quilombolas, universitário, LGBTT, assentados do MST, comunidades periféricas, etc) desenvolvido pela Acesso - Cidadania e Direitos Humanos em parceria com a Comissão de Anistia.

Sobre o Instituto Cultura em Movimento: O ICEM é uma organização da Sociedade Civil de interesse Público (OSCIP), fundada em 2002. Nascido da bem sucedida experiência do projeto “Cinema em Movimento”, rede nacional de agentes culturais, organizada em torno da distribuição gratuita de filmes brasileiros, o ICEM atua em todas as 27 unidades da federação.

SERVIÇO MOSTRA CINEMA PELA VERDADE:

Filme: Ainda Existem perseguidos Politicos

Local de exibição: Auditório do ICHF, Bloco O, 2º andar, campus Gragoatá da UFF

Endereço: Rua Miguel de Frias, 9, Icaraí

Data: 22 de maio

Horário: 16h

Preço: Grátis


Fonte: Projeto Paralelo Comunicação

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