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Para professor, economia e a política equivocada levaram Venezuela a cenário desastroso

21/04/2014 - 19:01h

Ensaio



Luis Dufaur*

Mais uma Reforma Agrária fracassada. Desta vez, foi a da Venezuela, que, após a revolução socialista de Hugo Chávez, passou a perseguir os proprietários rurais e a expropriar suas terras para distribuí-las aos "pobres", sendo também nisso imitado pelo seu fiel prosélito Maduro.

Com efeito, Chávez nacionalizou propriedades agrícolas, redistribuiu terras e impôs controles de preços de alimentos, sempre alegando amor aos pobres. Entretanto, ao invés de criar riqueza, ele disseminou pobreza, pois, agora, não há arroz nem feijão para ninguém. Isso levou Maduro (atual presidente) a ir de chapéu na mão mendigar junto aos "perversos" Estados Unidos, segundo reportagem do The Wall Street Journal.

Em consequência disso, no primeiro semestre de 2013, os Estados Unidos exportaram US$ 94 milhões de arroz, ou seja, 62% a mais do que o vendido no mesmo período de 2012. A Venezuela tornou- se o quarto maior comprador de arroz americano. No total, as importações da Venezuela quadruplicaram desde que Chávez assumiu o poder.

POBREZA
Segundo o Banco Mundial, 30% dos venezuelanos outrora considerados "não pobres" caíram na pobreza. As carências atingem o inimaginável. No mês de maio de 2013, as autoridades venezuelanas mandaram importar, com urgência, 50 milhões de rolos de papel higiênico. Falta dinheiro para importação. O déficit orçamentário atingiu 12% do PIB em 2012, pior do que as economias em crise da zona do euro. A inflação galopa pelos 43%. No entanto, Maduro, assim como Chávez, continua culpando as empresas privadas, acusando-as de promo- ver "guerra econômica" contra o povo.

"Se cair o preço do petróleo - produto único de exportação rele- vante -, o governo terá de reduzir as importações", diz David Rees, especialista em mercados emergentes da Capital Economics, de Londres. E os "pobres" não terão, ao pé da letra, o que comer.

O socialismo do século 21 prometeu produção industrial autos- suficiente, desinteressada e focada em cooperativas. Na prática, o governo passou a mão no controle de grande parte das indús- trias, incluindo a do aço e a do cimento. Hoje, as siderúrgicas, mineradoras e construtoras estrangeiras tentam salvar o socialis- mo bolivariano.

MADURO: MAIORIA DE PREFEITURAS
Na quarta eleição realizada na Venezuela em pouco mais de um ano, o governo de Nicolás Maduro conseguiu, no dia 8 de dezembro de 2013, ampliar sua base de apoio no interior do país. O Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV) conquistou 13 capitais e a Mesa da Unidade Democrática (MUD), que reúne a oposição, oito capitais. Ao todo, os eleitores escolheram prefeitos para 335 cidades e para dois distritos metropolitanos, além de 1.466 vereadores. Dos votos totalizados até o anúncio do primeiro boletim, mais de 97%, o PSUV teve 4.583.477 votos (44,16%) e a MUD 4.252.082, (40,96%).

Fonte: Agência Brasil

MISSÃO ALIMENTAÇÃO
O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, anunciou, ainda em 2013, que, daqui a um ano, a Missão Alimentação terá capacidade para atender a toda a população do país. "Hoje, vou aprovar os planos para multiplicar a missão", informou em sua conta no Twitter. Atualmente, a população venezuelana enfrenta di culdades para comprar alimentos da cesta básica.

Apesar dos problemas levantados pela população, Maduro lembrou que o programa alimentar já alcança 82% da população. "Os últimos indicadores mostram que a Missão Alimentação aumentou 18% o número de pessoas atendidas. Antes, o projeto chegava a 64% da população", informou.

Fonte: Agência Brasil

RELATOS DAS DIFICULDADES
A bioanalista Victoria Carmona, de 27 anos, contou que tem sido muito difícil comprar frango, carne, farinha, arroz, leite e papel higiênico. "Está difícil em um supermercado normal e no mercado do governo. As las são terríveis", comentou. "É comum a mãe, o marido e os lhos comprarem o mesmo produto para fazer estoque. Cada um entra, pega a quantidade-limite de caixas de leite, por exemplo. Umas três pessoas da família vão comprar", acrescentou.

A diarista Dilia Ribero, de 56 anos, tem di culdades para comprar os produtos da cesta básica nos mercados estatais, que vendem alimentos subsidiados pelo programa de alimentação. Ela vive em um apartamento da Missão Vivenda, do governo venezuelano, em um bairro popular da capital. Dilia relata que tem sido muito complicado comprar farinha e frango. "A gente ca quatro horas na la, debaixo do sol, para conseguir comprar um frango e um pacote de farinha. Isso não dá para a semana", contou.

Fonte: Agência Brasil



Fonte: Uol

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