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Projeto feito para combater crise financeira acirra ânimos na USP

15/08/2014 - 08:01h

Um projeto que prevê demissão voluntária e redução da jornada de trabalho acirrou os ânimos de diferentes setores da USP (Universidade de São Paulo) em meio à crise da instituição.

Professores e funcionários, parte deles em greve há mais de dois meses por reajuste salarial, classificaram as propostas como "absurdas" e "brutais" e disseram que elas irão trazer o "sucateamento" da universidade.

"Tudo isso junto significa destruir a USP", afirma Magno de Carvalho, diretor do Sintusp (sindicato dos trabalhadores). "Já há setores em que faltam funcionários."

A Folha revelou nesta quinta (14) que a administração estuda medidas para atenuar a crise financeira.

Entre elas está um programa de demissão voluntária de 3.000 funcionários e a redução de 25% na jornada de trabalho dos docentes, o que traria corte nos salários.

As propostas ainda serão discutidas com outros dirigentes antes de serem apresentadas para votação interna.

Para Ciro Correia, presidente da Adusp (Associação dos Docentes da USP), a medida "é ridiculamente inconsistente". Em nota, professores dizem ver o projeto com "perplexidade" e "profunda preocupação".

"Como que se reduz em 25% uma jornada integral, em regime de dedicação exclusiva?", contesta.

Segundo Correia, as medidas representam uma proposta "unilateral" do reitor Marco Antônio Zago.

HOSPITAIS

O projeto em discussão sugere ainda que parte de dois hospitais passem ao comando da Secretaria Estadual de Saúde. Estão na lista o Hospital Universitário, em São Paulo, e o Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais (Centrinho), em Bauru.
Para o Sintusp, a medida deve causar demissões. "Vão fazer o mesmo que fizeram com o hospital da Unesp de Botucatu.

Demite muito e começa a destruir a qualidade do hospital. E afeta o atendimento", afirma Carvalho.

As categorias em greve defendem que o governo deveria aumentar a verba para a universidade, que cresceu nos últimos anos.

O DCE (Diretório Central dos Estudantes) disse que espera uma posição oficial da universidade para se posicionar, mas adianta que não vê na medida uma solução para a crise da instituição.

A USP não comentou as declarações.



Fonte: Uol

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