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Trabalho humanitário: uma criciumense no Haiti

05/05/2014 - 09:23h

Daliane se formou em Medicina na Unesc em 2012 (Foto: BRABAT 19)

 

“O clima quente e seco, o idioma diferente, o trânsito caótico, a miséria aberta aos nossos olhos. E a imagem dos imponentes soldados brasileiros, sempre com a intenção de manter o ambiente seguro e estável”. A descrição é da 2? tenente médica do Exército Brasileiro Daliane Medeiros Mazzorana, formada em Medicina na Unesc, ao descrever sua chegada ao Haiti, que ainda segue firme em sua memória, mesmo quando já está a um mês da sua despedida da missão humanitária que integra.

 

Daliane, com 25 anos, é natural de Criciúma, se formou em 2012 e em novembro de 2013 embarcou para o Haiti com a MINUSTAH (Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti), que completa dez anos de presença no Haiti em 2014. No exterior, a tenente médica atua na área de Clínica Geral, atendendo os militares do BRABAT (Brazilian Batallion) - Base General Bacellar, além de dar apoio médico em operações e ações sociais nas comunidades carentes de Porto Príncipe. Sua missão tem previsão de término em junho de 2014.

 

Uma missão recompensadora

 

“Quando saímos às ruas, por vezes nos deparamos com tristes cenários, mas coisas simples e cativantes se sobressaem, como o sorriso de uma criança haitiana ao ver a bandeira do Brasil estampada em nossas fardas. As ações sociais enobrecem ainda mais nossa alma. Poder levar água, comida, auxílio médico e diversão para estas pessoas não tem preço. Sentimos que estamos fazendo nossa parte”, comenta.

 

Depois de quatro meses no Haiti, a criciumense relata que o caminho percorrido teve dificuldades, mas que isso a tornou cada vez mais resistente. “Particularmente, esta experiência sempre terá um lugar especial em minha memória. Aqui pude desenvolver a prática da medicina com o toque especial de humanização, a oportunidade de conhecer uma realidade diferente da brasileira e todos os dias poder agradecer a Deus pelos privilégios e pelas coisas simples do dia a dia”, descreve.

 

Daliane traz em seu depoimento palavras do seu comandante, o coronel Anísio David de Oliveira Junior, dizendo que lá eles estão colocando tijolos em uma grande construção. E acrescenta que vai trazer consigo grandes amigos feitos na BRABAT.

 

O início do sonho

 

“Desde o início da formação médica sabemos que a Unesc possui como objetivo a preparação holística (visão integral) do acadêmico, destacando, além do âmbito profissional, o humanitário”, revela a criciumense. Unindo essa formação a uma visita que a turma de Daliane recebeu das Forças Armadas, criando expectativas de marcantes experiência, ela fez o processo seletivo para a carreira militar e foi aprovada para servir no Hospital de Guarnição de Florianópolis.

 

Foi então que começou uma nova etapa de sua vida e, a partir de conversas com colegas, alguns que tiveram experiências no Haiti, surgiu o desejo de integrar um seleta equipe que passaria seis meses dedicando-se ao auxílio da população do Haiti. “Porém, já haviam sido encerradas as inscrições e por um momento o sonho pareceu ter sido adiado. Mas tudo mudou quando em junho surgiu um documento em minha unidade com a finalidade de recrutamento de médicos voluntários para a MINUSTAH”, recorda.

 

E sem hesitação Daliane se inscreveu e foi selecionada. Passou por uma preparação de três semanas, na cidade de Campinas/SP, na 11ª Brigada de Infantaria Leve. E no dia 27 de novembro viajou para o Haiti, com “frio na barriga” e a emoção de deixar a pátria, amigos e familiares queridos por um ideal.


Fonte: Setor de Comunicação Integrada - Unesc

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